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Um Pouco Melhor que Ontem

  • Foto do escritor: Mother Odie
    Mother Odie
  • 22 de jan.
  • 3 min de leitura

Todas nós, mães e pais, estamos vivendo realidades diferentes, mas existe algo que nos une: a parentalidade. No fim do dia, precisamos dar o nosso máximo para estar presentes, mesmo quando as pernas já dizem o contrário. O cansaço chega para todos para quem passa o dia inteiro em casa com os filhos e também para quem sai para enfrentar jornadas longas e difíceis fora. No final, o resultado é o mesmo: exaustão e a sensação de não saber exatamente o que fazer para que nossa criança se sinta amada e cuidada, quando tudo o que queremos é um bom banho e uma cama quentinha.


Então ouvimos aquela voz, às vezes forte às vezes quase sem conseguir pronunciar as palavras, nos chamando. Pedindo atenção, pedindo colo. Muitas vezes, um choro interminável, sem motivos aparentes para nós, adultos. Nessas horas, confesso que tenho vontade de me enfiar em um buraco e ficar ali sozinha por alguns minutos, até que ele se acalme.

Mas também sei que ainda é muito cedo para que ele entenda a complexidade das coisas, para que consiga se acalmar sozinho e compreender que são apenas emoções. E como fazer isso quando as nossas próprias emoções também estão afetadas? Não é mesmo?


Em dias como esses, tento respirar fundo repetidas vezes, para não cometer os erros permanentes que aconteceram na minha infância, quando um adulto cansado não teve paciência comigo. Nesses momentos, lembro das palavras da minha terapeuta sobre visitar a minha criança interior e acalmá-la, para que eu consiga entender as necessidades e a importância de acalmar o meu filho. Não é fácil se manter controlada todos os dias, mas é muito importante tentar ser o adulto consciente e perceber o quanto seu filho precisa de você. O cérebro dele ainda está em desenvolvimento, e todas as emoções construídas na infância carregarão aquele momento em que você, mesmo sem ter muito a oferecer, foi colo, foi amor e afago.


Meus dias são cheios: tarefas domésticas, cansaço mental, um cérebro que pensa demais, um corpo que sente demais. No fim do dia, estou quase sempre exausta. Entre dias difíceis e a maternidade, sigo com a cabeça erguida, entendendo que, apesar de querermos muito, os dias nunca serão perfeitos.

Aprendo, aos poucos, a lidar com meus dias difíceis e com o estresse sem culpa. Porque não seremos tudo o que nossos filhos precisam todos os dias. Mas podemos tentar ser melhores a cada dia para esses filhos que nos foram confiados nesta vida.

Mesmo que os traumas da nossa própria história, em alguns dias, nos impeçam de ser quem gostaríamos, ainda assim acordamos no dia seguinte e damos o melhor que podemos. Esse é o meu feito diário: tentar ser um pouco melhor do que ontem.

Aprendi que não existem mães ou pais perfeitos. Não existem filhos perfeitos. O que existe é a tentativa e ela é o maior ato de amor. Nos dias difíceis, respiro fundo, deixo a culpa ir embora e me lembro: meus filhos não precisam de uma versão ideal de mim. Eles precisam de mim presente, humana, tentando.

E amanhã, quando o sol nascer, tentarei de novo. Porque esse é meu feito diário: ser um pouco melhor do que ontem, por eles e por mim.


Aqui, todos os dias difíceis também têm espaço. Respire. Você está fazendo o seu melhor!


Com amor,

Mother Odie


 
 
 

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